Sempre é tempo …

Publicado por el 21 octubre 2007 y archivado en Brasil.

Estamos chegando ao final de 2007 e… de ora em diante TUDO remete a 2008. Em todos os campos de atividades, quem tinha que fazer, já fez. Quem ainda não fez – mas pretende fazer em 2008 – já está com os planejamentos concluídos e aprovados.

 

No Padel brasileiro, não conheço a situação atual, referentemente a esse aspecto,  de nenhuma das Entidades dirigentes. Na certa, seus dirigentes já conceberam, criaram, aprovaram e estão em vias de começar a divulgar seus Projetos para 2008.

 

Iniciativas que irão promover a organização, popularização e o crescimento do nosso Padel.

 

Neste final de semana, encerrou o Mundial de Menores, que realizou-se na Argentina. Os resultados apenas refletiram a realidade aparente do Padel de cada um dos países participantes. Em parte. Sem pretender aprofundar análises, sem ter – ao menos assistido as partidas  e participado do ambiente, cabem algumas considerações genéricas:

 

1)       Neste, os atletas brasileiros superaram todas as expectativas e lograram alcançar um honroso segundo lugar. Estão todos – meninos e meninas – de PARABÉNS. Ser vice Campeão do Mundo é motivo de orgulho para qualquer País, em qualquer esporte.

 

Ponderar que éramos Campeões Mundiais e que descemos um degrau é ser mal-agradecido com a sorte. E extremamente ingrato com os atletas que integraram aquela Seleção Campeã do Mundo que, com seus talentos, deram aquele Titulo ao Brasil. Só esses dois fatores explicam o Título anterior. Infelizmente o percentual naquele titulo, correspondente ao planejamento e treinamentos profundos aos nosso jovens, foi quase zero. E esse mesmo percentual – ao meu ver – foi reduzido ainda mais, neste Mundial de 2007.

 

2)       Que, o panorama atual do Padel mundial, esteve representado de forma controversa nos resultados. De um lado CONFIRMANDO  que o excelente nível técnico, grande intensidade – freqüência – regularidade da prática e, elevado nível de organização e profissionalismo ( leia-se PPT ) que impera na Espanha, vai conduzindo aquele Pais a solidificar a posição de LÍDER mundial. INCOERENTES e INJUSTOS com a Argentina onde, conseqüente ao período áureo do Padel, ainda existe toda uma estrutura, filosofia, e gosto pela prática do Jogo, mesmo entre os menores e onde, se nota que existe um trabalho de base, pela terceira colocação obtida. O Brasil consegue mais uma vez, elevar-se a um Título superior ao nível de organização, treinamento e planejamento para o seu Padel jovem.

 

Se MESMO assim, ainda chegamos a boas colocações, imaginem SE houvesse um trabalho mais correto.

 

3)       Um fator que extrapola o campo técnico e/ou administrativo, está situado na área de Comunicação de nosso Padel. Essa NUNCA foi intensa e corretamente explorada. Nem ao menos razoavelmente.  Infelizmente, quase sempre com grandes deficiências. Mas atualmente, um fenômeno extremamente preocupante está ocorrendo. E que pode contribuir – e vem contribuindo – para criar uma falsa impressão sobre o nosso momento e a nossa realidade, frente aos demais países. E para esconder ou maquiar a falta de trabalho sério e de capacidade de nossos dirigentes. È a chamada IMPRENSA CHAPA BRANCA.  Informações e comentários sobre os resultados obtidos pelo Brasil e pelos jogadores brasileiros, sempre convenientemente manipulados em sua divulgação, visando “passar” uma imagem de sucesso. Isso é extremamente grave. Ao nosso Padel e a você. Que está sendo levado a ter uma idéia errônea. Quando o Brasil ganha “algo” …. DESTACAM. Criam uma manchete otimista e parcialmente correta e mandam para os poucos veículos. Pode ser até, somente o direito de ir a Final.  Mas não analisam e nem relatam os detalhes, mesmo que o titulo tenha sido conseqüente ao nível menos qualificado dos adversários. O que importa é alardear. Quando o Brasil ..PERDE … aí nem publicam nada. Esse comportamento é de uma pobreza mental e ética que, nem valeria a pena comentar, caso não fosse quase criminoso, com o nosso Padel. Ela impede – por não destacar – perceber que não temos um trabalho correto para o futuro do nosso Padel.

 

4)       Se nada mudar, o nosso Padel tem tudo para repetir o nosso futebol. Os bons valores e revelações, fatalmente irão jogar na Espanha, onde poderão viver de seus talentos. O “resto” vai ficando por aqui… onde nem temos mais uma Categoria de Profissionais. Aliás, nem temos mais Categoria nenhuma definida. Cada um joga ONDE quer e..QUANDO quer , nos torneios que pululam, aqui – ali  - acolá de forma empírica e desarticulada.

 

Finalizando, a pior coisa que pode nos acontecer agora é deixarmos para fazer alguma coisa pela organização e progresso do nosso Padel, só a partir de 2008. E, como tudo no Brasil, só depois do Carnaval.  Aí , será como decretar que o ano de 2008 ,também estará perdido. E menos uma chance de encerramos a Década Negra do Padel brasileiro.

 

Até agora – NENHUM – padelista assumiu publicamente a Candidatura a Presidência da Federação de Padel do Rio Grande do Sul, a mais tradicional e a do Estado com – teóricamente – o maior numero de praticantes do Brasil.


Ao menos publicamente. Nada foi noticiado. E já era hora.

 

Isso é extremamente preocupante…

      

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